Visitas ao blog

08/01/2012

Vivendo das Aparências

Há muito que deixei de boas aparências. Deixei de dar importância a um bonito cabelo, ondulado, aquela camisa bonita que toda a gente usa, ou aquelas calças enrugadas por dentro dos ténis todos coloridos, que meio mundo utiliza. Não posso pactuar com algo que não acredito, que não gosto e muito menos não valorizo. Deixei de olhar para os bonitos cabelos, longos, ondulados, da roupa das meninas que julgam ser Mulheres, quando não passam mesmo de uma simples aparência, pois quando se tem uma oportunidade de falar com as mesmas, damos valor à nossa mãe, à nossa tia, à nossa chefe, porque isso sim eram e são verdadeiras mulheres, com saber, com vida, com experiência, com algo a ensinar. Hoje, em pleno século XXI, vivemos muito das aparências. As mulheres, estão neste mundo na sua zona de conforto, e muitas até ultrapassam essa própria zona, querendo mais e mais, ambicionando mais e mais, chegando a um extremismo sem fim, que coloca em causa o seu Verdadeiro significado de mulher, e a sua atribuição. Vivemos em função daquilo que os outros gostam, daquilo que fazem, daquilo que gostam de fazer, porque se eu não gosto daquilo que gostam, sou colocado de lado, se não gosto daquilo que fazem no dia-a-dia sou anti-social e colocam-me de lado, se eu não faço aquilo que fazem pura e simplesmente não faço parte da Sociedade. Muitos, se calhar, pensam, ousam pensar, mas poucos são aqueles que têm capacidade e discernimento para mostrar uma outra realidade. A mim, Deus, e juntamente o meu pai e a minha mãe, deram-me uma cabeça para pensar, agir e reflectir (vice-versa), ofereceram-me uma boca, para falar, para calar outras, para expressar tudo aquilo que sinto, e deram-me ouvidos para escutar atentamente, interiorizar e saber. Eu faço uso dos mesmos, e não tenho vergonha, não tenho problemas em fazê-lo, porque acima de tudo sou Ser Humano, e se de facto nos foram atribuídos estes "Sentidos" por alguma razão foi. Como aquela expressão célebre "As coisas não acontecem ao acaso, têm sempre uma razão de acontecer", e é algo com o qual estou superlativamente de acordo e sem dúvida que aplico muito na minha vida, das mais diversas formas.


Se de facto é esta a Sociedade em que vivemos, e tentamos progredir, eu prefiro "outra" Sociedade, prefiro criar o meu mundo, com as pessoas que eu quero, de quem eu gosto, que eu prezo na minha vida, e que tenho orgulho daquilo que são como Pessoas. Não valorizo a hipocrisia, condeno-a veementemente e acho que só consegue distorcer a alma de um Ser, consegue perturbar a sua mente e consegue fazer com que um lado falso, fale mais alto. Infelizmente, a Vida não é fácil, e muitas vezes nos obriga a fazer algo que não queremos, a usar capas que nunca comprámos, e usar palas para além do Carnaval. É uma triste realidade, que a meu ver, assola completamente o Mundo em que vivemos, mas eu prefiro mil vezes ser íntegro, ser sincero, dizer as verdades que penso e acho, e agir em conformidade com os meus princípios e valores.



André Prado

2 comentários:

  1. Gostei muito do teu longo e tocante texto. Abordas um grande e importante tema, sabes articular as palavras, sabes como dizê-las.

    Continua assim, acredita em ti e o lixo que paira na sociedade em que vivemos, esse ignora-o, porque esse não interessa.

    Beijo Grande :)

    ResponderEliminar
  2. Muito obrigado Ana. Faço por isso, gosto de abordar os mais diversos temas, de uma forma séria e directa (característica da minha personalidade humilde).
    E tens toda a razão, lixo no lixo, e tal como fui ensinado, assim farei, colocá-lo no lixo, ou num contentor grande sem possível alcance.

    Um beijo grande para ti também :)

    ResponderEliminar

Arquivo do blogue