André Prado
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12/01/2012
Pensamentos nas nuvens
Chega a noite, chega o cansaço por dentro da cabeça, e as pálpebras sentem-se pesadas, quase ao ponto de fechar. Turbilhão de emoções, sensações e criações sentem-se no meu pensamento, ao mesmo tempo que os sentimentos invadem a minha alma. Todo o meu corpo estremece, e lentamente fica estático. Acabo por me entregar ao tempo, ao sabor das nuvens que ousam sobrevoar o meu quarto, o meu mundo, dando o seu toque de paixão, por entre o brilho do luar, junto da imensidão das estrelas. Por momento começo a pensar em tudo, e um tudo do nada. Sempre contraditório vai o meu pensamento, e o coração foge a sete pés da irrealidade, porque o real é mais perto e mais verdadeiro, e por muito que doa, por muito que exista, há sempre de optar por isso pois "Prefiro uma verdade que magoe e doe, do que uma mentira falsa e ilusória". Recordo com carinho, ternura, todos os passos dados anteriormente, não imaginando o futuro, pois vivo o presente sem pensar no amanhã, sem pensar no que virá, pois o futuro é incerto e uma real incógnita que não nos pertence, mas sim do que o destino ou alguma força superior possa fazer/decidir. Coloco-me sentado em frente ao computador, mas sinto que ele não está lá. Os meus dedos involuntariamente despertam, e sentem uma vontade imensa de escrever, de transportar o meu corpo para um outro lugar, para outro mundo. O meu olhar repousa e deixa-se cobrir pelas nuvens sem lágrimas, pelo céu estrelado, pela imensidão da noite que demonstra força pela sua ousadia em me recolher.
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