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04/01/2012

Uma cor igual, uma alma diferente

Estou aqui, repousado, sem capas, sem palas, destemido, com uma voz para falar, para gritar, para expressar, sejam gritos de alegria sejam gritos de dor. A minha alma suspira lentamente, e diabolicamente, de uma forma desconhecida para uns, conhecida para outros. Levanto o meu olhar sobre o que me rodeia, e reflicto. Paro para pensar, imaginar, como tudo seria aos meus verdadeiros olhos, e não o que os olhos vêem efectivamente. Seria tudo diferente, de uma só cor, uma cor sincera, mas despida, com actos regulares, com decências, com formas normais de ser e contornos belos, puros. Essa cor transpiraria todo o tipo de emoções, topo o tipo de sensações. Mas se calhar tudo seria igual, por esta ordem de ideias, porém tudo seria mais simples, e as complicações evaporavam-se, desapareciam de uma forma breve.
Mas nem tudo é assim como imaginamos, como sonharíamos, ou como por momentos pensamos. Eu gosto de voar, e gosto de sentir as nuvens. Gosto que estas me abracem, sem vergonha, com loucura, e sejam vivas nos seus abraços.



André Prado

1 comentário:

  1. Em algumas passagens revi neste texto, Alberto Caeiro, o poeta da sensações!
    Sonha sempre e voa para longe, para que as coisas mais belas, aquelas que não vemos com os nossos olhos te abracem com força e dêem forças para voares ainda mais alto.

    Beijinho

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