Estou aqui, repousado, sem capas, sem palas, destemido, com uma voz para falar, para gritar, para expressar, sejam gritos de alegria sejam gritos de dor. A minha alma suspira lentamente, e diabolicamente, de uma forma desconhecida para uns, conhecida para outros. Levanto o meu olhar sobre o que me rodeia, e reflicto. Paro para pensar, imaginar, como tudo seria aos meus verdadeiros olhos, e não o que os olhos vêem efectivamente. Seria tudo diferente, de uma só cor, uma cor sincera, mas despida, com actos regulares, com decências, com formas normais de ser e contornos belos, puros. Essa cor transpiraria todo o tipo de emoções, topo o tipo de sensações. Mas se calhar tudo seria igual, por esta ordem de ideias, porém tudo seria mais simples, e as complicações evaporavam-se, desapareciam de uma forma breve. Mas nem tudo é assim como imaginamos, como sonharíamos, ou como por momentos pensamos. Eu gosto de voar, e gosto de sentir as nuvens. Gosto que estas me abracem, sem vergonha, com loucura, e sejam vivas nos seus abraços.
André Prado
Em algumas passagens revi neste texto, Alberto Caeiro, o poeta da sensações!
ResponderEliminarSonha sempre e voa para longe, para que as coisas mais belas, aquelas que não vemos com os nossos olhos te abracem com força e dêem forças para voares ainda mais alto.
Beijinho