Apetece-me abrir a porta e sair. Sair, para bem longe daqui. Não é fugir, é sair (são coisas distintas, são coisas diferentes). O cansaço tomou conta de mim, apoderou-se do meu corpo, dos meus tecidos musculares. Não sei se estou na exaustão, se estou perto, ou ainda falta um "pouco mais", mas sei o meu limite, e se não estou já nele, bem lá perto ando.
Estou farto, cansado, de tantos rostos que não mudam. Sim, rostos que se mantém os mesmos, e que a única mudança que vêem é para uma máscara. Uma máscara que tenta disfarçar o rosto de alguém que não é íntegro, que também não o pretende ser, e que está neste mundo apenas para descarregar as suas frustrações pessoais para cima de outros. É triste, mas é uma realidade.
Oxalá, as palavras que ainda debito pudessem trazer um pouco menos de amargura, mas são factores predominantes para o caos que está instalado (e se não está instalado, para lá caminha). Pelo menos, esta fase está a chegar ao fim, mas calma, há ainda outra fase. Mas por agora, resta recarregar baterias e descansar.
A Vida não podem ser só vitórias, mas lembro-me de uma frase que vi algures "Não importa a forma como começa, mas sim a forma como isto acaba". É nessa frase, que vou depositar a minha esperança, a pouca que tenho, ou que resta dela, absolutamente engolida pelo realismo assente, e noção de tal como as coisas são. É nessa frase, que me quero inspirar, para conseguir para a próxima fazer mais e melhor.
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