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29/06/2014

Tic-Tac

Tempo, segundos, minutos, tudo conta, tudo vale, tudo em busca de algo que nem sabemos bem o quê. Sabemos para onde queremos ir, mas não sabemos como iremos, não sabemos se queremos de facto ir e são várias as múltiplas questões que pairam na nossa cabeça. É um mar de oceano, é um imenso oceano, é uma área que nos preenche e que parece não ter fim. Existe, faz parte e só temos que conviver com ela, com essa realidade. 


É assim que me sinto neste momento, nesta altura. Questiono-me: Que estarei a fazer depois disto terminar (se terminar)? Onde estarei? Será que tudo passa por aqui?
Tento encontrar respostas para as minhas questões, para os meus dilemas. Evito tocar no assunto com outras pessoas, com pessoas próximas. Eu sei que por muito que possam gostar de mim, querer o meu bem, e até mesmo aconselhar-me, jamais poderão dizer o que o meu coração fala. E se é certo que por vezes temos que falar com a Razão e não a Emoção, também há outras alturas que a Emoção e a Razão fundem-se num só e tudo o resto acaba por não existir. Existe, mas é como se não estivesse lá.
O meu coração pede novos caminhos, pede novos ares, pede uma libertação de um corpo preso físico, de um corpo carregado por um esqueleto (e nada mais que isso), pede uma alta reestabelecida, uma alma nova "
a new soul".

Está na hora, está na hora de pensar em ir embora... mas por agora, tenho algo a terminar, algo a que me propus, algo que eu lutei por conseguir, algo que não vou deixar ir assim de mão beijada.

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