São vinte e dezoito, e o silêncio continua permanente, no corpo, na cabeça, na alma. O vazio do coração não deixa margem para dúvidas. Sente-se inevitavelmente sozinho, com vontade de saciar todos os seus desejos, enternecer outra alma descaída, abraçar um novo músculo desenvolvendo-o e alimentando-o progressivamente. A chuva lá fora está contida nas nuvens carregadas, que vão sobrevoando cada prédio de betão, de cimento, por janelas e janelas de histórias por contar. As luzes na cidade pequena em que me envolvo brilham pouco, brilham a medo, dando apenas sinal de sua presença e nada mais. Uma mera presença, afirmando que também existem e também precisam de brilhar. Será que só nos teremos sentimentos? Será que tudo tem vida?
Uma coisa sei, é que este desejo de querer mais e mais permanece e não parece querer abandonar-me. Por um sinal é bom, significa que por si só já me sinto vivo, mas preciso urgentemente de alimentar este coração descaído que palpita só pela sua natureza, mas precisa de palpitar com vontade, com VIDA!
Não tenhas medo, entrega-te. Não escondas os sentimentos. Nem sempre somos felizes, mas haverá um momento em que essa felicidade chegará, mas apenas se deixares que ela chegue até ti, se abrires esse teu coração e essa tua alma para quem a queria acolher.
ResponderEliminarSabes que podes, sabes que queres e que precisas então não existes. Não te escondas, não tenhas medo.
Foi por me entregar e por não esconder os sentimentos que me dei mal. Tem coisas na vida que por vezes são precisas e esta foi uma das muitas. Eu deixo que chegue a mim, mas não pode ser qualquer uma. Nesta vida é preciso ser "selectivo" mas agradeço o "apoio".
ResponderEliminar