Vejo por aí tantas pessoas a andar, a sorrir, a falar, a chorar, a amar, a proteger e a correr. Mas será que estarão a ser "eles" próprios, isto é, estarão a agir correctamente e de forma natural e espontânea? A resposta que paira na minha cabeça é a de que não mesmo.

Será que existe um padrão para amar?
Existe um padrão para chorarmos?
Existe um padrão para viver?
Existe um padrão para sermos felizes?
São tudo questões com mil e uma respostas e que mesmo assim não me esclarecem, porque para mim é tudo muito vasto e sem uma resposta definida e concreta. Não haverá uma forma de amar de cada um? De chorar também? De sorrir? Por exemplo, o "bom dia" que damos às pessoas que vemos sempre "no dia seguinte" tem de passar obrigatoriamente por um "Olá, Bom dia!", ou dois beijinhos em cada face? Porque não chegar ao pé da pessoa e abraçá-la? Porque não chegar ao pé da pessoa e apenas sorrir e quiçá esperar por um sorriso de volta? Cansa-me um pouco, os padrões adoptados por muita gente, e não adoptarem pela originalidade, por serem pessoas normais e próprias, serem o seu "eu", verdadeiros e íntegros. Máscaras, acho que se usam no Carnaval (tradição pelo menos) e mesmo assim são poucas.
Bem, mas esta é apenas a minha forma de ver e sentir tudo o que me rodeia, e se calhar não pertenço aos comuns mortais ou se calhar sim mas de uma forma diferente.
André Prado
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