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18/10/2011

O que cala a voz, não cala o pensamento

A minha voz cala, mas o meu pensamento jamais. É neste momento que o meu corpo assim age de forma natural, mas como se amarras não o deixassem expressar. Para o cepticismo que vejo, que me assola por completo, só consigo sentir um enorme desprezo e preocupação ao mesmo tempo, pois o presente é aquilo que me move e me faz continuar a querer viver. Será demais eu querer ser feliz? Será demais eu querer poder sorrir sem que ninguém me tente roubar (ou roube efectivamente) esse sorriso (que suspostamente é meu e só meu)? Será que eu não tenho direito a ter uma vida, como qualquer pessoa normal? Posso amar, posso ser feliz? Enquanto existirem seres que nos tentam roubar cada pedaço nosso é impossível, no entanto lá se vai sobrevivendo...






André Prado 

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