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05/07/2014

Uma amizade nunca morre

A amizade. Tal como ela é. Bonita, Vistosa, Sincera, Única, Prazerosa.
Poderia estar aqui minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos, a falar dela. Poderia, mas não fico, porque nesse tão longo tempo há mais e outras coisas a fazer, e uma delas é precisamente o "cultivo da amizade".
É enternecedor, sentir a amizade no seu estado puro, sem camadas, sem capas, sem tabus. Uma conversa, um olhar, um sorriso basta para que a cumplicidade se multiplique e para que todas as partículas que nos unem, criem elos de ligação tão fortes que nos estarrecem naquele momento. Um pensamento, uma lembrança. Algo vem à memória, e solta-se o sorriso malandro, o sorriso de orelha a orelha. O olhar, esse, não engana. É de uma ternura, tal como quando um pai pega numa criança ao colo. Sente, como se o mundo estivesse nas suas mãos, e de tanta fragilidade que segura, o cuidado redobra e a forma como a modela é de uma extrema sensibilidade, com uma minúcia tão grande, como se estivesse a esculpir uma obra de arte. No fundo, não deixa de ser uma obra de arte, embora com sentimentos à vista, desnuda e mais do que meramente física.
É bom sentir vivo, é bom sentir a amizade, é bom relembrar velhos tempos, mas acima de tudo viver o presente com as "velhas pessoas" que continuam jovens, mais amadurecidas, e com uma beleza extraordinária. Apraz-me estes momentos e a vontade de prolongá-los, nem vos conto.

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