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25/06/2014
Infância
Hoje, depois de um dia cansativo (como têm sido todos nas últimas 3 semanas) voltei para casa. Quando estou a acabar de estacionar, vejo um grupo de crianças na rua, a correrem de um lado para outro, de sorriso nos lábios. Parei, olhei, contemplei e foi aí que me apercebi que estavam a jogar às “Escondidas”. Às “Escondidas” vejam bem!
Sim, parece algo banal, mas não para mim diz muito. Enquanto que hoje em dia os jovens, crianças, e demais, mergulham nos seus mundos através da tecnologia de ponta. É o smartphone, é o tablet, é o computador, é a Playstation, é o Twitter, é o Facebook, é o Instagram…enfim uma panóplia de estímulos, é certo, mas também uma panóplia de problemas. E de que problemas, falo eu? Exactamente a comunicação. Um bem tão essencial, que cada vez mais está a ser deitado por terra, cada vez mais desprezado, onde só uma pessoa está “inserida no grupo” e sabe “estar em sociedade” se tem a rede social Facebook, se posta fotos no Instagram, se tem o tarifário Moche (porque está na moda), se usa Whatsapp. E por fim, onde fica o comunicar cara a cara? Onde está a troca de olhares profundos, seja entre amigos, namorados(as), família? Onde está a sinceridade que traz um olhar puro? Pois é, tudo isso se perde, e tudo o resto se transforma.
Gostaria de acreditar, que tudo isto é ligeiro, passageiro, mas a realidade é que é assombroso (se formos pensar a fundo), as diversas situações que existem, nos dias que correm. As pessoas não são capazes de olhar outras nos olhos, para comunicar com o Mundo, para sentirem as vibrações que há no ar.
Eu próprio, também tenho algumas destas redes sociais, mas não deixo de viver a minha vida em função das mesmas. Vejo-as como óptimas ferramentas de trabalho, por exemplo. Sim, porque não? Se preciso de contactar alguma empresa, se preciso de falar com alguém, se preciso de me mostrar ao Mundo profissionalmente, tenho a possibilidade de o fazer à distância de um clique. É certo que existem os seus perigos associados, como é óbvio, mas isso é assim aqui e em todo o lado, faz parte da Vida, faz parte de Viver, Sobreviver, Arriscar.
Mas é um facto, foi bom ter visto um grupo de crianças a jogarem às “Escondidas”, de sorriso nos lábios, de corpo solto e como se não soubessem o que são problemas, ou melhor dizendo, não terem que se preocupar com problemas desnecessários (bem se dizia, “que a vida não é complicada, os adultos é que a complicam”).
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