Vagueio pela noite da escuridão, e caminho pela penumbra do oculto. Cruzo-me com os mais diversos olhares, uns captam a minha atenção, outros atingem o coração. O frio que se faz sentir, não consegue gelar ainda mais este coração que permanece um rochedo e que não sai do seu lugar. Está fixo, parado, e não se move nem com a maior rajada de vento. A melancolia assume o papel principal deste enredo que é a "caminhada das emoções", onde todos os papéis secundários, assumem um grande relevo e justificam a sua importância.
A calma faz-me respirar fundo, mas a turbulência que o ar gélido me traz agita demais sem querer. Evito fazer ultrapassagens e dar um passo maior que a minha perna, mas o coração parece que quer quebrar todas as regras, mostrar a sua irreverência e posição impetuosamente. É uma contradição que assume contornos perturbantes até para a mente mais sã, mas ao mesmo tempo faz um bem incalculável. Ajuda-o a fazer ponderações, a pensar sem agir depressa e instintivamente porém a sua força não é eterna, e contém algumas lacunas que serão devidamente reparadas com o passar do tempo.
Mais um daqueles, mais um excelente texto que faz pensar, que acalma até as almas mais agitadas e por vezes escrever faz-nos bem, liberta-nos a angustia e o desconforto ... faz parecer tudo mais claro (as vezes)
ResponderEliminarGostei muito :)
Beijinho GRANDE ;)