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14/12/2011

Prisão nas palavras

Desengane-se quem pensa que para além da prisão na vida, não existe a prisão das palavras. É forte, dura como o aço, dá-nos nós na garganta e não nos permite expressar como tanto queríamos. O silêncio por vezes consegue calar o que as palavras não conseguem dizer, mas há silêncios que não podem ser eternos e palavras que têm de ser ditas. Uma vez proferidas embalam e ecoam pelo ar podendo atingir de formas positivas ou negativas cada alma, sentenciando-a. A veracidade com que as dizemos ferem muitas das vezes susceptibilidades, como também exaltam alegria noutras. Por muito que queiramos falar e tocar da forma que queremos, nem sempre conseguimos, pois o outro estará ou poderá estar a interpretar de uma outra forma aquilo que foi dito sentidamente. Pois é, não dependemos unicamente da nossa grande vontade para tocar em alguém, a sua receptividade é essencial e fundamental para que consigamos atingir o nosso "objectivo" com o lançamentos destas pequenas letras que conseguem formar e multiplicar-se como flechas e formar algo tão poderoso, com tanto sentido, com tanta força e com capacidade para cair com ímpeto. 



André Prado

1 comentário:

  1. Nunca devíamos aprisionar as palavras que vagueiam dentro da nossa mente, dentro do nosso coração. Porque isso, faz-nos, muitas vezes sentir pior do que estamos.

    Vivamos um dia de cada vez, não deixando nada por dizer. Mas que que esse dizer seja bom, mas quando não o for, que seja real, que magoe mas deixe a sua marca de confiança e protecção continua por parte de quem profere tais palavras.
    E quando estas forem mal interpretadas, resolvamos os mal entendidos, os desentendimentos e as confusões que possivelmente se criaram na cabeça de quem as ouviu.

    Beijinho :')

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