André Prado
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22/11/2011
Nostalgia
Hoje acordei nostálgico, acordei a lembrar-me dos tempos de outrora, onde os sorrisos pareciam mais sinceros e verdadeiros, onde as brincadeiras não passavam de brincadeiras, e tudo tinha um significado especial, um atributo específico para aquilo que significava e daí não passava. O sol brilhava para todos e não só para alguns como hoje em dia é, a fome não era tanta, o desperdício não era em grandes proporções, a felicidade lá conseguia preencher cada família aos poucos e poucos, o trabalho existia o sacríficio idem mas ainda havia a possibilidade de se poder sorrir, poder viver tranquilamente, e pensar, "eu até sou feliz com o pouco que tenho". Agora as coisas mudaram e tudo está diferente, lá fora o céu anda carregado, a fúria está contida por entre as nuvens e as pessoas não conseguem sentir e muito menos expressarem-se, pois estão tão cegas de raiva, de fúria, de ódio que mal forças têm para se exprimir. O mundo está a cair para um abismo gigante, as ideias de pensamento estão tão paradas e tão obscuras, que é como se vivêssemos uma "ditadura abstracta". Tentam calar-nos as verdade com as mentiras que insistem em mostrar à humanidade, ocultar-nos da realidade introduzindo-nos num mundo falso, que parece ter nexo, mas que ao fim ao cabo está apenas controlado por grandes poderes (e não falo de divindades nem poderes vindos lá de cima) capazes de modelar o nosso pensamento, capazes de nos transportar para outra realidade. Fazem-nos ter medo do que vem, do que está para vir, de modo a que possam controlar tudo como sempre pretenderam, e a realidade é que o agnosticismo, o individualismo está cada vez mais presente em cada um de nós. A necessidade de amar, é neste momento escassa, e afinal é das únicas coisas que ligam cada ser humano a outro, e tudo a isso está a evaporar-se a passos largos tornando as pessoas mais frias, sem sentimentos, capazes de "assassinar" outros seres humanos. Que a discórdia existe, e os diferentes pensamentos idem é certo, no entanto onde paira o respeito pelo outro, o respeito pelas diferentes opiniões, pelas ideologias que cada um defende? Está na altura de revirar este mundo, pois já está virado do avesso, e não é isto certamente que queremos para longo prazo, uma guerra, uma discórdia, um final triste, doloroso e sem nexo.
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